sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Assédio Moral...

        Tenho estado ausente, mas vida de professora não é fácil...a última vez em que estive por aqui foi em uma aula de informática no colégio...kkk...
        Hoje retorno depois de uma dúvida: o que é assédio moral?Fiquei pensando se e quantas vezes já fui assediada moralmente, na verdade, uma vez fiquei tão traumatizada que durante um ano não queria trabalhar, com pesadelos, e pensamentos negativos sobre mim mesma...mas hoje, com tanta gente que me ama dando apoio, uma recaída é quase improvável, talvez alguns minutinhos de reflexão, mas nada além...
Mas voltemos, o que é esse tal ASSÉDIO MORAL?Recorri a internet, e encontrei o texto abaixo no site http://www.assediomoral.org/ :

 O que é assédio moral?

Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.
        A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social, foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título "Uma jornada de humilhações".
        A primeira matéria sobre a pesquisa brasileira saiu na Folha de São Paulo, no dia 25 de novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo. Desde então o tema tem tido presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país. O assunto vem sendo discutido amplamente pela sociedade, em particular no movimento sindical e no âmbito do legislativo.
Em agosto do mesmo ano, foi publicado no Brasil o livro de Marie France Hirigoyen "Harcèlement Moral: la violence perverse au quotidien". O livro foi traduzido pela Editora Bertrand Brasil, com o título Assédio moral: a violência perversa no cotidiano.
        Atualmente existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país. Vários projetos já foram aprovados e, entre eles, destacamos: São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.
        O que é humilhação?
Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.

E o que é assédio moral no trabalho?

          É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras,repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
        Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima.
          Em resumo: um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe:
  1. repetição sistemática
  2. intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
  3. direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
  4. temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
  5. degradação deliberada das condições de trabalho
          Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos.
          O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ’novo’ trabalhador: ’autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ’apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.
         A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
         A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ’mal estar na globalização", onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.
(*) ver texto da OIT sobre o assunto no link:http://www.ilo.org/public/spanish/bureau/inf/pr/2000/37.htm
Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000.

Depois de ler todo este texto, cheguei a seguinte conclusão: sofri assédio moral...!!!
*mas preferi passar uma borracha em tudo, pra que minha vida não seja destruída por quem não me conhece...



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Criando BLOGS...

Hoje estamos em um curso para professores, a aula é sobre como usar novas tecnologias em sala de aula, e claro, fazer algo que gosto muito mesmo, criar um blog...então decidi não criar um novo, e sim, continuar usando o meu, e postar algo novo.
Estou muito cansada e quase sem tempo de escrever, e essa foi a oportuninade para atualizar meu diário, e ter novas idéias...
Vamos ver no que vai dar...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estamos em férias!!!

Nada como estar em férias com a família, ainda mais pra mim. que tenho uma filha linda, e um marido maravilhoso...lol...
Assim, tenho também mais tempo pra ficar em frente ao computador e ler meus recados, e hoje um lindo, que gostaria de partilhar com quem passa por aqui:

Pensando no seu filho
As crianças, de um modo geral, esperam a nossa gentileza. Elas necessitam de oportunidade e de amor para lograrem o triunfo.

Quem visse Aquele Menino, em Nazaré, brincando descuidadamente entre outras crianças, não poderia imaginar que era O construtor da Terra, nosso Modelo e Guia.

Por isso, ame, em seu filho, o filho de todas as mães e ame nos filhos das outras o seu próprio filho.

Os filhos são empréstimos divinos para construção do futuro ditoso, e o lar é o templo da família.

Todo o tempo possível deve ser aplicado na convivência familiar, através dos diálogos, dos exemplos, métodos mais eficazes de educação.

Os hábitos adquiridos no lar permanecem por toda a existência e se transferem para além do corpo.

Lembrem-se, pais e mães devotados, que o seu filho é também filho de Deus.

Seu filho nasceu por seu intermédio, mas não de você.

Está com você, mas não lhe pertence.

Seu filho é o discípulo amado que Deus pôs ao alcance do seu coração enternecido, no entanto, a sua tarefa não pode ir além daquele amor que o pai propicia a todos, ensinando, corrigindo, e educando através da disciplina para a felicidade.

Apresente-lhe o mundo, mas deixe-o construir o próprio mundo.

Mostre-lhe a vida, mas deixe-o viver.

Tome-lhe as mãos e ponha-as no trabalho, ensinando com o seu exemplo, mas não lhe desenvolva a inutilidade, realizando as tarefas que lhe competem.

Você poderá caminhar ao seu lado na estrada apertada, mas ele só terá honra quando conseguir chegar ao objetivo conduzido pelos próprios pés.

Você tem o dever de lhe apontar os abismos à frente; mas a ele compete contornar os obstáculos e descer às baixadas da existência para testar e fortaleza do próprio caráter.

Cumpra o seu dever amando-o, mas exercite o seu amor ensinando-o a amar e fazendo que no serviço superior ele se faça um homem para que o possa bendizer, mais tarde.

Seu filho é abençoado aprendiz da vida. Não lhe dificultes a colheita das lições, fazendo-lhe as tarefas.

Educar é viver com dignidade, deixando que se impregnem dos conteúdos, com vigor, aqueles que participam da convivência doméstica.

Ser pai ou mãe é uma grande responsabilidade.

A primeira escola é, pois, o lar, e este, por sua vez, é o resultado da conduta dos esposos que devem se esforçar para fazê-lo agradável, honrado e rico de paz.

Repetimos quem visse Aquele menino, em Nazaré, brincando descuidadamente entre outras crianças, não poderia imaginar que era O construtor da Terra, nosso Modelo e Guia: Jesus.

Pensemos nas crianças e trabalhemos seu presente com vistas ao futuro.

Pensemos nos nossos filhos como sendo aqueles corações com os quais temos o dever, assumido perante a divindade, de conduzi-los pela estrada do bem.

Pensemos na educação como quem pensa na importância do oxigênio, da água e do alimento para a vida. Essa é uma exigência de todos os instantes.

Pense nisso!

"Fazei com que as crianças procurem o que são capazes de achar com suas próprias forças" - Pestalozzi.

"O melhor método de educação para uma criança é arranjar-lhe uma boa mãe." - Christian Morgenstern

 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Deus em nossas vidas...

              Sempre pela manhã, eu e meu marido temos tido o prazer de poder agradecer ao nosso Deus por estarmos juntos, por termos uma filha linda e afetuosa, por Deus ter me dado a oportunidade de vencer a maior de todas as batalhas em minha vida, sem perder a fé!
              Aos que me conhecem pessoalmente, sabem o meu problema pós-parto: quase não volto viva da sala de cirurgia, mais 4 meses entre idas e vindas do hospital(por 2 vezes fiquei mesmo internada)...mas Deus está segurando em minha mão, como disseram os médicos, e por isso estou aqui.
              Hoje pela manhã, meu marido mais uma vez agradeceu à Deus pela família que temos, e por todas as grandes conquistas ao longo destes 4 anos que estamos juntos...e quando abri meus emails, e vi esta mensagem, tocou mesmo fundo, pois assim como para o personagem da história que segue abaixo, Deus está em nossas vidas também...


DEUS EM NOSSAS VIDAS



Quando ele nasceu lhe deram o nome de Eugene. Seu sonho era voar, embora seu pai desejasse que ele se formasse em engenharia. Ele atravessou a infância e a adolescência sonhando com o espaço. Formou-se em engenharia elétrica e se transformou em um piloto dedicado da marinha americana.

Quando, em abril de 1961, a corrida espacial se intensificou com Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir ao espaço, Eugene se apaixonou definitivamente pelas estrelas.

Finalmente candidatou-se a astronauta, participando do treinamento intensivo e depois de longa espera foi escalado para uma missão.

Quando deu seu primeiro passeio no espaço saindo da Gemini 9 sua primeira expressão foi: "Deus do céu. Que paisagem! É mesmo lindo aqui!"

O que ele viu, descreveu em entusiasmadas palavras, falando da água azul de ambos os lados da península da baixa Califórnia, no México, e do metal polido de que parecia ser feito o deserto do sudoeste.

Observando tantas maravilhas, ele foi se extasiando e chegou a dizer que era como estar sentado na varanda de Deus.

Em 1969 ele participou da missão da Apollo 10, que abriu caminho para o pouso da Apollo 11 na lua.

A 185 km de altitude, ele pode ver a terra e sua alma assim definiu o espetáculo: "ao olhar a terra dali, vi apenas um astro azul e branco a distância. Ao meu redor, as estrelas e a escuridão eterna envolviam tudo. Ninguém em juízo perfeito pode ter essa visão e negar a existência de um ser supremo. Algum poder superior colocou nosso planeta, nosso sol e nossa luz no vazio negro por onde vagam. Tudo é tão perfeito e bonito que sua existência não pode ser um acaso."

Eugene Cernan foi o último homem a pisar na lua, em dezembro de 1972, a bordo da Apollo 17, realizando definitivamente o seu sonho.

Hoje, os netos apontam a lua e lhe dizem: "vovô, olha lá a sua Lua."

Ele lhes fala então que a lua fica muito, muito distante. Que ele esteve lá, sentindo-se mais perto de Deus. Que na poeira lunar escreveu as iniciais do nome de sua filha, sabendo que elas ficariam ali, intocadas por mais tempo do que qualquer um poderia imaginar.

Fala-lhes da grandeza de Deus e da pequenez do Planeta azul.

Dia desses, sua netinha de apenas cinco anos, ouvindo a história fantástica do pouso na lua e dos passeios durante três dias em nosso satélite, o olhou profundamente e lhe disse: "vovô, eu não sabia que você tinha ido até o paraíso." E ele completou: "nem eu mesmo sabia. Mas estive lá."

***

Todos os grandes homens conseguem reconhecer a sua pequenez e a grandiosidade de Deus.

Cientistas que descobrem o mundo microscópico ou os que atentam para o universo, descobrindo novos mundos, outros astros, quanto mais se dedicam à pesquisa, mais têm a capacidade de afirmar que Deus existe.

Em verdade, nenhum homem que olhe o céu repleto de estrelas, que se banhe com os raios da lua em plena noite, pode prosseguir no mundo a dizer que não crê em Deus.




(Baseado em artigo da revista Seleções do Reader’s Digest, maio/1999 - pág. 116)